
SEAERJ lança campanha de arrecadação no Benfeitoria para preservar o legado da engenharia
Preservar a memória técnica do Rio, agora depende de você. Acesse e contribua: benfeitoria.com/apoieamemoriadaengenhariaearquitetura.
Em 1864, o Brasil construiu a primeira estação de tratamento de esgoto das Américas. Não foi em Nova York, não foi em Boston, não foi em Buenos Aires. Foi aqui, no Rio de Janeiro. Enquanto as principais cidades do continente ainda despejavam esgoto bruto nos rios, o Império Brasileiro já tinha uma solução inovadora: a Elevatória da Glória. Uma estação elevatória que bombeava esgotos para tratamento usando máquinas a vapor fabricadas pela James Watt & Co., em Birmingham, Inglaterra. Essa não é apenas uma obra de engenharia. É um símbolo de quando o Brasil estava na dianteira técnica mundial.
Essa história foi preservada por 90 anos pela Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro. Uma instituição que desde 1935 guarda a memória técnica que construiu essa cidade. Hoje, essa história corre risco de desaparecer.
A entidade que preservou essa memória por quase um século enfrenta agora sua maior batalha. Sem arrecadação, a SEAERJ não consegue manter a sede histórica em funcionamento, preservar a Elevatória da Glória e seu acervo, realizar eventos técnicos mensais, expandir a Biblioteca Digital Técnica ou honrar o compromisso com seus sócios. A realidade é simples: sem apoio financeiro, a SEAERJ fecha. E quando a SEAERJ fecha, não é apenas uma entidade que some. É um espaço de resistência. É um acervo único. É a memória técnica do Rio que desaparece para sempre.
A SEAERJ representa muito mais do que um prédio histórico. A Elevatória da Glória, construída em 1863 e inaugurada em 1864, permanece preservada dentro da sede. As máquinas originais, as estruturas, os registros históricos: tudo está lá. Essa é a única estação de tratamento de esgoto do século XIX ainda preservada em condições funcionais nas Américas.
Dentro da SEAERJ existe um acervo técnico irreplacável: documentos históricos de obras públicas do Rio, revistas de engenharia raras da década de 1960, publicações do Clube de Engenharia dos anos 1940, legislações técnicas e manuais de projetos históricos. Esse acervo não existe em nenhum outro lugar.
A SEAERJ também é um espaço de resistência para profissionais públicos. Representa engenheiros, arquitetos, geólogos e geógrafos que construíram infraestruturas do Rio e moldaram a urbanização carioca. Esses profissionais enfrentam pressões constantes: orçamentos reduzidos, desvalorização, falta de espaço para debate técnico. A entidade é o lugar onde eles se fortalecem coletivamente. Por trás de cada marco urbano do Rio — do Parque do Flamengo ao saneamento contemporâneo — há engenheiros e arquitetos públicos.
Espaços de resistência não aparecem em relatórios financeiros. Por isso precisamos de você. Lançamos uma campanha contínua de arrecadação no Benfeitoria com objetivo claro e mensurável.Prazo: contínuo, sem data de encerramento.
Você pode apoiar a SEAERJ de três formas. Apoio direto: acesse benfeitoria.com/apoieamemoriadaengenhariaearquitetura e escolha o valor que deseja contribuir. Qualquer montante transforma essa história.
Mobilização de rede: compartilhe a campanha com colegas de profissão, universidades e escolas de engenharia e arquitetura, órgãos públicos e autarquias do Rio de Janeiro, associações profissionais correlatas. Cada compartilhamento multiplica o alcance organicamente.
Participação em eventos: a SEAERJ continuará realizando seminários técnicos, palestras sobre história da engenharia, debates sobre políticas públicas, visitas guiadas à Elevatória da Glória e lançamentos de publicações. Sua presença valida a importância da entidade e atrai novos apoiadores.
A entidade é um símbolo de quando o Brasil estava na dianteira técnica. É um espaço onde profissionais públicos se fortalecem. É um acervo que documenta como o Rio foi construído. Perder a SEAERJ seria perder tudo isso. Contribua com o valor que puder, compartilhe com sua rede e participe dos eventos. A história agradece. O Rio agradece. A SEAERJ agradece.



